Sintap/MT critica Reforma Administrativa e expõe os malefícios para servidores Destaque

Quinta, 03 Dezembro 2020 21:25 Escrito por  tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte
Assessoria de Imprensa
Sintap/MT
 
A Reforma Administrativa criada pelo presidente Bolsonaro está em tramitação no Congresso Nacional e tem como objetivo mudar toda a estrutura do serviço público, atingindo os atuais e os novos servidores. Para definir de forma conjunta a luta contra esse ataque, o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal (Sintap/MT), que representa os servidores do Indea e Intermat, soma esforços a outras entidades sindicais e criticou a proposta presidencial.
 
“É mais um absurdo para prejudicar mais uma vez o servidor público. É uma nova afronta a todos que se dedicam diuturnamente a esse Estado, a esse País”, disse a presidente, Rosimeire Ritter.
 
Conforme o Sintap/MT ainda, “com o argumento falho de uma suposta necessidade de economia do Estado em tempos de pandemia, o governo quer encerrar serviços públicos para dar espaço para a iniciativa privada.
É um ataque inconstitucional, que atropelará o servidor se ele não se mobilizar para proteger o que é seu por direito”, afirmou Rosimeire.
 
Entre as medidas que compõe a Reforma Administrativa, estão: Redução de jornada e salários em até 25%; Veto à promoção de servidores; Veto à reajustes, criação de cargos e reestruturação de carreiras; Redução de 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança, se excedidos os limites com despesas de pessoal.
 
“Essa reforma é totalmente prejudicial a todos os trabalhadores do serviço público e ao povo brasileiro. Estamos revoltados com mais essa reforma que só tem o intuito de tirar direitos de quem realmente trabalha”, finaliza Rosimeire.
 
“Ao contrario do que é dito, o quantitativo de servidores públicos no país não é excessivo, estamos muito aquém do número de servidores públicos de países nórdicos desenvolvidos. O que torna de fato o serviço público malvisto perante a sociedade é a impossibilidade de o servidor prestar, em sua maioria um bom serviço público, por falta de condições estruturais. Esta questão estrutural está sob a gestão dos agentes públicos (políticos, comissionados, etc) que ditam as regras do serviço público para a população na maioria das vezes sem observar a real necessidade, mudam programas, alteram nomenclaturas para levar o credito pela ação, pouco se importando pelo resultado efetivo das ações. Como o servidor público é o executor das ações, este está limitado às condições a eles oferecida, assim o que observamos ao final é estrutura de atendimento precária, poucos servidores para a realização dos serviços resultando em uma qualidade insatisfatória dos serviços com a finalidade de precarizar o serviço público e assim promover a terceirização e privatização. Com um pouco de lógica podemos analisar o contexto, privatizando quem irá realizar o serviço objetiva lucro e assim além dos custos normais deve ser considerado um valor para o lucro, o que resulta em acréscimo no custo total. Para não haver acréscimo no custo total teremos que diminuir outros custos, como mão de obra por exemplo, o bom profissional mal remunerado não ficará por muito tempo neste local, o que torna o serviço prestado ineficiente. Ainda temos a questão de locais de serviço público distantes, afastados dos grandes centros, com poucas pessoas que não darão lucro em hipótese alguma, como ficarão estes brasileiros que lá residem? Desassistidos? A empresa terceirizada ou privatizada terá que retirar os recursos do local que possibilita lucro, aumentando os custos nestes locais. E quem pagará esta conta? Você cidadão de bem, que prima por eficiência”.
 
Desta forma, a reforma administrava propagada, com ameaças aos direitos do servidor público e vem com o intuito de jogar a população contra todo o servidor, sob o pretexto da ineficiência, sem revelar as verdadeiras causas dos problemas existentes.
A diminuição dos serviços públicos somente acarretará prejuízos à população, sendo que ele deve ser melhorado e não extinto.
 
“A reforma administrativa deve vir com o intuito de qualificar os serviços públicos, através da melhoria de atendimento com a utilização de tecnologias atuais que promovem uma eficiência maior do serviço em si, diminuir jornadas, diminuir salários, “cortar benefícios” alegados é uma atitude administrativa de um profissional sofrível, incapaz de dar agilidade ao serviço público através de inovações de implementação de políticas de gestão e técnicas funcionais atuais, ou seja, cobram, mas não dão o exemplo”, finalizou a presidente do Sintap/MT.
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Última modificação em Quinta, 03 Dezembro 2020 21:28
Sintap-MT

Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso.

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