Sintap/MT questionou os 11 candidatos ao senado sobre Reforma Administrativa; Veja o posicionamento de alguns deles, nem todos responderam     Destaque

Terça, 10 Novembro 2020 11:33 Escrito por  tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte

 

Assessoria de Imprensa

Sintap/MT

A eleição, que ocorre em todo o País no próximo domingo, conta com 11 candidatos ao Senado em Mato Grosso. Suas candidaturas foram oficializadas junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

A eleição irá ocorrer junto com o pleito nacional para prefeitos e vereadores em todas as cidades brasileiras. A eleição se dará devido à cassação, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do mandato da ex-senadora Selma Arruda e de seus dois suplentes por caixa 2 e abuso do poder econômico na campanha de 2018. Senadora mais votada, Selma exerceu o mandato até abril deste ano.

Como em 2018 a eleição era para duas das três vagas do Senado, o segundo colocado, senador Jayme Campos (DEM), já exerce o mandato desde fevereiro de 2019. 

Inicialmente, a eleição suplementar estava prevista para ocorrer no dia 26 de abril, mas foi adiada devido à pandemia de coronavírus.

Diante disso, com objetivo de conhecer a ideia de cada candidato em relação a Reforma Administrativa que se encontra em tramitação no Congresso Nacional, o Sintap/MT questionou os 11 candidatos através de contato via whatsapp, email, assessoria de imprensa de alguns deles, com outros o contato foi direto, porém, apenas alguns responderam ao que foi indagado.

Confira abaixo quem respondeu e quem não respondeu e o que responderam. Na listagem também é possível conhecer o perfil de cada um deles:

*RESPONDERAM*

 Procurador Mauro (PSOL) - Mauro Lara de Barros é procurador da Fazenda Nacional e músico.

“No Congresso Nacional está tramitando a PEC 32/2020, a chamada reforma administrativa, onde os seus defensores alegam que ela irá gerar crescimento econômico, sendo essa a mesma ligação apresentada por ocasião da reforma trabalhista e da reforma da Previdência, que não geraram crescimento econômico e somente retiraram direitos do nosso povo. Essa reforma administrativa faz parte da agenda do chamado estado mínimo, que deprecia a atuação servidor público e busca eliminar o regime jurídico único.

Na verdade o objetivo dessa reforma administrativa precariza as condições de trabalho dos Servidores e o atendimento à população, ao dificultar o acesso a estabilidade a realização de concursos públicos e ampliar a possibilidade de contratação de temporários e o aumento de terceirizações de privatizações dos serviços públicos.

Os barões do agronegócio e seus candidatos são contra os serviços públicos. Eu da minha parte firmo meu compromisso contra a reforma administrativa”.

Nilson Leitão (PSDB)

Leitão foi prefeito de Sinop (2001-2008), deputado estadual (1999-2000) e federal (2011-2019).

“Eu sou totalmente favorável à reforma administrativa. A máquina pública está muito pesada, tanto que eu entrei com uma PEC para reduzir a quantidade de senadores, deputados federais e deputados estaduais. É uma economia de quase 5 bilhões de reais em 4 anos. É muito necessário. Iniciamos pelo Legislativo e depois podemos reformar o Judiciário e o Executivo brasileiro. Quando se fala em reforma administrativa, pensamos no servidor público, mas não é apenas isso. Nós temos aluguéis caríssimos sendo pagos no Brasil inteiro, gasto do dinheiro público com o lançamento de obras de prefeituras, de todos os governadores, de todos os ministros. Isso tudo faz parte de um projeto que eu estou apresentando justamente para reduzir o tamanho dessa máquina, reduzir o tamanho dos gastos. Máquina é gasto e esses gastos precisam ser cortados para sobrar dinheiro para os três setores mais importantes: a saúde, a educação e a segurança”.

“Sobre a estabilidade do servidor, eu acho que no direito adquirido não se mexe. O Brasil precisa ter segurança jurídica, essa é uma obsessão minha desde o meu mandato federal. Aquilo que está adquirido, está pronto. Devemos corrigir os exageros, como, por exemplo, no Senado Federal, onde há motoristas que ganham 27 mil reais de salário, enquanto um professor ganha muito menos. Precisamos criar um equilíbrio no que vem daqui para frente. Precisamos, de fato, executar os concursos públicos que já aconteceram. Há muita gente para ser convocada e as pessoas continuam criando novos concursos. Primeiro, resolvemos o que há para trás, e o que há para frente é o estabelecimento de novas regras que precisam existir nos Três Poderes. A máquina do Brasil é muito pesada. Nós não podemos construir isso com serviços ‘meio’, nós precisamos construir isso com serviços ‘fim’. Só assim para trazer resultados para a sociedade.”

Pedro Taques (Solidariedade)

Taques foi senador (2011-2014) e governador do estado (2015-2018). Ex-procurador da República, sua coligação também conta com o apoio do Cidadania. 

“O servidor público é essencial e, se eleito, ele votará pela estabilidade do servidor público na esfera federal, estadual e municipal. Taques escolheu dois servidores públicos como seus suplentes o Delegado Fausto e a Doutora Elza Queiroz, ambos atuam no governo do estado. Elza também é servidora da UFMT e atua no Julio Muller como anestesista. É importante lembrar que durante todo o meu mandato foram pagos todas as leis de carreira que haviam sido aprovada e também fez o pagamento do RGA”.

Euclides Ribeiro (Avante)

O candidato é empresário e advogado. Sua coligação tem o apoio de PDT, PSB e PROS. 

Para Euclides, a discussão sobre a reforma administrativa vem sendo polarizada, a fim de “criar uma cortina de fumaça” para atender interesses políticos escusos. “Um servidor que tem, por exemplo, um cargo de fiscalização tem que ter estabilidade, tal qual um juiz ou um promotor, porque senão a classe política ou alguém com poder econômico vai poder mexer os pauzinhos pra mandar embora aquele servidor caso ele contrarie determinados interesses políticos ou empresariais. Na contrapartida, nós temos também alguns funcionários públicos, acredito que todo mundo conhece pelo menos um, que não produz, e para isso já existe o processo administrativo que permite que a pessoa seja desligada. Então, se já temos a estabilidade/possibilidade de desligamento por justa causa, nós temos que aparar essas arestas, e isso é muito simples de fazer, colocando regras mais claras que permitam que nós tenhamos a possibilidade de afastar quem não é bom - e aí sobra mais dinheiro para que a máquina seja mais eficiente, para que possa inclusive melhorar o trabalho de quem fica, mas dando a devida estabilidade para àqueles que podem ir contra interesses de quem quer que esteja prejudicando a sociedade. Então, a solução é muito mais simples do que está sendo colocado por aí. O que eu vejo são as pessoas fomentando uma guerra para bancar interesses escusos”, afirma.

Valdir Barranco (PT)

Barranco foi prefeito de Nova Bandeirantes (2005-2009) e é deputado federal desde 2015.

“A reforma administrativa que abrange funcionários públicos dos três poderes e todos os entes federados (11,4 milhões de pessoas) é carregada pelo conceito de estado liberal e aprofunda a desigualdade, precariza o serviço público, além de falsamente justificar o corte de privilégios; uma vez que as mudanças não atingem militares e representantes das carreiras do alto escalão do funcionalismo público: juízes, promotores, procuradores e desembargadores.

A primeira fase da reforma permite que o presidente faça a extinção de órgãos do Executivo por decreto, sem o aval do parlamento, como as agências reguladoras dos serviços públicos de vigilância sanitária, energia elétrica e telefonia, além das autarquias, fundações, institutos de fiscalização ambiental e reforma agrária. Outras duas fases estão prometidas para os próximos meses.

Uma reforma administrativa precisa ser plural, participativa e inclusiva para que as lutas travadas nas discussões concretizem em mudanças que representem o anseio social de maneira a englobar a necessidade de melhorias com a valorização do que já funciona e dá certo.

Somente um Estado fortalecido é capaz de promover os outros objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, que são garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

 

*NÃO RESPONDERAM*

 

Carlos Fávaro (PSD)

Carlos Fávaro é produtor rural, foi vice-governador de Mato Grosso entre 2015 e 2018 e ocupa interinamente a vaga no Senado deixada por Selma Arruda.

Coronel Fernanda (Patriota)

Rubia Fernanda Siqueira atua na Polícia Militar de Mato Grosso desde 1996. O partido Republicanos também apoia sua candidatura.

Elizeu Nascimento (Democracia Cristã)

O candidato da DC é sargento da PM de Mato Grosso e deputado estadual. Sua chapa também conta com o apoio do PSL.

Feliciano Azuaga (Novo)

Azuaga é economista e professor na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

José Medeiros (Podemos)

Medeiros é deputado federal, tendo sido senador entre 2015 e 2018. Atuou na Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Reinaldo Morais (PSC)

Morais é empresário do ramo alimentício. Sua candidatura também conta com o apoio do PRTB. 

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Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso.

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