Precarização da fiscalização do INDEA na atividade florestal contribui para o aumento de desmatamento em 2020; Sintap reforça importância de um trabalho eficiente e abrangente Destaque

Segunda, 28 Setembro 2020 19:28 Escrito por  tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte

Conforme dados do Instituto Centro de Vida (ICV), divulgados pelo portal G1, o estado mato-grossense manteve sua posição em segundo lugar no ranking que mais desmata a floresta amazônica em território brasileiro, atrás apenas do Pará. No total, foram 1.880 km² de áreas com alertas de desmatamento entre agosto de 2019 e julho de 2020 na região do bioma que compete a Mato Grosso. Um aumento de 31% em relação ao mesmo período entre 2018 e 2019, quando registrou 1.436 km².

As causas do desmatamento são diversas desde abertura para novas lavouras e pastagens bem como a extração ilegal de madeiras, para coibir o aumento do desmatamento é necessário a integração e ampliação da fiscalização dos diversos órgãos que atuam no setor, como SEMA, INDEA, PRF, Polícia Ambiental, Polícia Militar e Polícia Federal, IBAMA.

Para o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal (Sintap/MT), que representa os servidores do Indea e Intermat, tem faltado uma fiscalização mais efetiva para se reduzir esses números. “A identificação de madeira é uma atividade de fiscalização realizada pelos servidores do INDEA com cunho de inibir a evasão de divisas pelo comércio de espécies florestais extraídas através de desmatamento ilegal, assim, a ampliação desta atividade em mais locais no estado contribui para diminuir o desmatamento ilegal.”, disse a presidente do Sintap/MT, Rosimeire Ritter.

De acordo ainda com a presidente, “hoje, as fiscalizações realizadas pelo INDEA têm se resumido nas operações conjuntas com a Polícia Ambiental, e no posto de identificação de madeira do distrito, entretanto, o ideal é que a fiscalização seja realizada na origem, no posto de identificação e no trânsito interestadual, pois assim, teríamos um trabalho mais eficaz, com a fiscalização do trânsito de madeira nas saídas do Estado, abordando exatamente aqueles que não foram fiscalizados por terem se evadido da fiscalização na origem e do posto de identificação de madeira do distrito”, afirmou.

Segundo o sindicato ainda, antes da pandemia existiam dois pontos principais de fiscalização do Indea, sendo um em Rondonópolis em parceria com a Polícia Rodoviária Federal e outro no posto fiscal em Barra do Garças, em parceria com a Sefaz e SEMA.

“Hoje, para se fechar o cerco contra os infratores é necessário que a cada dia se unam ainda mais as instituições, tais como: Sema, Indea, Sefaz, polícia militar, polícia rodoviária federal e polícia federal, sendo extremamente necessária a reativação dos postos fiscais de saídas do Estado, pois as volantes que são realizadas nas saídas de Mato Grosso são esporádicas e com datas marcadas, não tendo o mesmo efeito que teria em um posto fiscal funcionando 24 horas por dia, além das fiscalizações conjuntas na origem, ou seja, nas florestas e a do posto de Identificação do distrito que fiscaliza e certifica a madeira que saiu da origem dos postos fiscais de saídas do estado e as volantes. Dessa forma fecharia as alternativas dos infratores e quem ganharia com todo esse trabalho seria o meio ambiente e a sociedade que precisa dele para viver”, afirmou Rosimeire.

Assessoria de Imprensa
Sintap/MT

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Última modificação em Segunda, 28 Setembro 2020 19:30
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Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso.

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