Veto presidencial sobre congelamento de salários é mantido pela Câmara Federal e revolta servidores públicos Destaque

Sábado, 22 Agosto 2020 08:54 Escrito por  tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte

O veto presidencial que impede que estados, municípios, o Distrito Federal e a própria União reajustem salários dos servidores públicos até 31 de dezembro de 2021, foi derrubado pelo Senado Federal em sessão realizada na noite de quarta-feira (19.08), porém, o texto seguiu para apreciação dos deputados federais, que decidiram por manter o veto na noite desta quinta-feira (20.08), por 316 votos favoráveis e 165 contrários.

Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário e Pecuário do Estado de Mato Grosso (SINTAP/MT), que representa os servidores do Indea e Intermat, Rosimeire Ritter, os deputados federais votaram contra os trabalhadores. “É um absurdo esses posicionamentos que vão contra os trabalhadores deste País, em especial, aos que estão na linha de frente ao combate à pandemia de coronavírus, que estão se dedicando diuturnamente para salvar vidas, salvar a economia. Esses deputados foram eleitos também por nós para nos representar, como podem nos virar as costas agora?”, indagou ela.

Caso o veto fosse derrubado também pela Câmara Federal, como foi no Senado, o Sintap/MT acreditava que o PLP 173/2020, que altera a lei complementar de mesmo número, e inclui os auditores, fiscais e agentes fiscais da defesa agropecuária entre as categorias do funcionalismo que não terão salários ou reestruturação de carreira congelados, ganhasse mais força.

Para Francisco Saraiva, vice-presidente da União Nacional dos Servidores da Fiscalização Agropecuária (Unafa), esse foi mais um grande golpe contra os servidores. “Nós vemos esse projeto com muita preocupação, principalmente nós da área da defesa agropecuária, pois ficou provado nessa pandemia a essencialidade das nossas ações. Nós não paramos. Fomos reconhecidos nesse período como serviço essencial. Nós garantimos o abastecimento de alimentos a mesa da população brasileira e garantimos também a certificação e toda parte de chancela governamental para exportação, o que garantiu um superávit na balança comercial do Brasil, graças a produção agropecuária e ao trabalho desses servidores”, disse.

Conforme defende ainda Saraiva, a grande maioria dos Estados estão com os salários defasados, sem correção. “Essa lei, esse veto tira os direitos dos servidores de pleitearem um reajuste. Tem muitos Estados que estão em torno de 7 anos sem conceder reajuste. Não seria essa lei que os obrigaria a isso. Aquele Estado que tivesse condições de conceder, como Mato Grosso, por exemplo, já que foi um dos que apresentou maior superávit nesse semestre, poderia muito bem conceder reajuste para os servidores do Indea”, afirmou ele, acrescentado que isso só mostra a insensibilidade do governo. “Um trabalho orquestrado para depreciar e colocar a sociedade contra os servidores públicos. Como se fossemos os culpados pelas mazelas que existem dentro do País. Um governo age de forma autoritária quando não reconhece seus servidores públicos”, finalizou.

Assessoria de Imprensa
Sintap/MT

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Sintap-MT

Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso.

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