“Quem sustenta esse Estado é o servidor público”, afirma deputado durante discurso na ALMT

Sexta, 28 Junho 2019 05:49 Escrito por  tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte

Conforme dados repassados ainda pelo deputado, o servidor público estadual só de imposto retido na fonte contribui com 1 bilhão e 250 milhões para arrecadação de Mato Grosso.

A desvalorização do trabalho do servidor público e os privilégios para o setor produtivo de Mato Grosso foram abordados durante discurso na tribuna pelo deputado estadual Lúdio Cabral nesta semana. Citandos dados de arrecadação e despesas, ele buscou desmistificar alguns argumentos usados pela gestão governamental para justificar gastos da máquina pública

Segundo o parlamentar, as despesas do Estado de maior volume com pessoal  são nas áreas de saúde, educação e segurança, “que é o que todo cidadão precisa, e quem é que faz esse serviço essencialmente o servidor público. Essas despesas precisam ser ampliadas e não reduzidas, porque elas são essenciais. Os impostos que o cidadão paga são para custear essas despesas”, afirmou.

Conforme dados repassados ainda pelo deputado, o servidor público estadual só de imposto retido na fonte contribui com 1 bilhão e 250 milhões para arrecadação de Mato Grosso. “A soja faturou em 2018, 48 bilhões de reais, pagou 300 milhões de ICMS, já o servidor público só de dinheiro retido na fonte paga 4 vezes mais que toda produção de soja em MT, ou seja, quem que sustenta o Estado? o servidor público com os 14 bilhões da folha de pagamento paga energia elétrica, qual é a alíquota da energia elétrica no estado? 42%, assim como outros cidadãos também pagam esse valor”, argumentou ele.

Outro exemplo citado foi em relação a arrecadação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB) do algodão, que ficou em torno de 40 milhões de reais em 2018, resultando em um faturamento de 13 bilhões de reais, sendo pago deste montante, apenas 100 milhões de reais de ICMS.

“São essas injustiças que precisam ser corrigidas no nosso Estado. Há uma desconexão na economia de MT com a arrecadação, o PIB é uma coisa e a arrecadação é outra. Se a nossa economia fosse conectada, nós teríamos 2 bilhões a mais de arrecadação de imposto este ano”, afirmou Lúdio, explicando ainda, que “o imposto em MT sobre o ICMS está em torno dos 8,5%, se fosse como deve ser 12%, nós teríamos 14 bilhões e 700 milhões de arrecadação de ICMS neste ano de 2019. Só corrigindo injustiça tributária”, finalizou.

Autor/Fonte: Assessoria de Imrpensa/Sintap-MT

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